Sinto falta dele me pegando, de surpresa, como uma qualquer que conheceu na rua. Não sou muito romântica, dessas de jantar à luz de vela e toda essa parafernália. Por mim, a gente pula para a cena de sexo. Ele diz que eu tenho muita testosterona, às vezes brinca de me pedir emprestado. Ele acha que a gente não precisa fazer todos os dias. Uma vez ele veio com um papo freudiano ridículo de que os homens intelectualizados precisam de novidades, por isso sentem menos tesão. Mandei ele se foder, mas o palhaço disse que estava sem vontade. Pode?”
Gabito Nunes.  
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